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23. Pascal
23. Pascal

Pascal, filósofo que desenvolveu o argumento sobre a crença em Deus

Blasé Pascal (1623 – 1662) era de família simpatizante do jancenismo – espécie de religião alternativa que criticava o cristianismo. Aos 18 anos inventou a calculadora, com duas operações: subtração e adição. Pascal teve sua educação oferecida pelo próprio pai que, todos os fins de tarde e início de manhãs passeava com o filho para trocar idéias sobre o que ele havia aprendido.

 

Com o passar dos tempos Pascal adoeceu e foi aconselhado a aparar de estudar. Posteriormente, leva uma vida desregrada de bebedeiras, cabarés e amigos. Isso foi bom porque Pascal começou a estudar os jovens. Conta à lenda que este filósofo sobreviveu a um acidente em que a carroça caiu de uma ponte e, quando todos acreditavam que tinha morrido, Pascal sobreviveu. Este fato fez com que Pascal se convertesse ao cristianismo e, no final de sua vida, fez uma importante demarcação entre ciência e filosofia.

 

O cartesianismo tinha proposto um método, racional baseado na matemática, para todas as ciências. Pascal se preocupa com a existência humana. Daí ocorre à antropologia filosófica pascoalina: ela é baseada no cristianismo, mesmo sem colocar aspectos transcendentais.Pascal entendia que a verdade no campo da ciência é provisória. Já na teologia a verdade é eterna. No campo da razão não pode haver idéias fixas. Elas podem ser renovadas. Desta forma, Aristóteles, Descartes e outros autores podem ser questionados. Blasé Pascal destaca o outro lado do ser humano: o campo da razão não pode subestimar as emoções. Ele se detém no papel das emoções e do pensamento. Não há só razão, como propunha o cartesianismo, pois o “coração tem razões que a própria razão desconhece”. Nos diferenciamos porque pensamos. Esse pensamento – que não é só razão – deve servir para nos compreender. O homem é um nada, um miserável, um caniço frágil comparado à existência. Mas ele é o único que sabe que existe e que vai morrer. Isso o torna grande, nobre, admirável.

 

O homem sabe de sua pequenez, de sua finitude. Tanto Blasé Pascal quanto Gianbattista Vico (que estudaremos depois) têm um pensamento quase que autônomos: nem são racionalistas, nem empiristas. Pascal se preocupava com o exagero da racionalidade, mas tinha muito ânimo com a religiosidade. Pascal critica Descartes dizendo que o Deus do racionalismo não passa de um mero argumento para justificar o cogito – uma substância perfeita no homem imperfeito... Por se opor ao racionalismo este autor é deixado de lado em sua época. Somente no século 19 suas idéias foram retomadas. A obra “Pensamentos” é um trabalho inacabado. Trata-se de um conteúdo de antropologia. Pascal diz que o homem só é o que é porque pensa. Fora do pensamento não há homem, por isso ele é grande e, ao mesmo tempo, pequeno porque está submetido à existência. O homem é um exemplo de contradição: é um grande e um nada ao mesmo tempo. Lembremos que Descartes havia reduzido o homem ao cogito.

 

Pascal disse que a noção de substância nunca levou filósofo a lugar nenhum. Além disso, este autor também critica Descartes no que se refere ao método. Para Blasé Pascal era quase impossível termos idéias claras e distintas e pensar um único método para ciências tão diferentes. A matemática poderia servir para ciências exatas, mas não para todas as ciências. Desta forma, Pascal justificou a importância das idéias complexas e acreditava que para cada problema, podemos construir um método específico e, mais que isso: o cientista deve se envolver afetivamente com o problema. Não basta pôr o problema e tentar solucionar, ficar famoso e não se identificar afetivamente com o problema.

 

No que se refere a Deus, Pascal entendia que é impossível provar sua existência, pois a razão humana não é capaz deste absurdo. PORÉM, podemos por probabilidade optar por acreditar em Deus, pois há 50% de chances de Ele existir ou não. Se acreditarmos e ele existir, temos a vida eterna. Se ocorrer o contrário, temos a condenação. Logo, é mais inteligente que acreditemos em Deus e, se não existir, não perderemos nada, do que negarmos a existência de Deus e ele existir, e nos condenar. A questão da existência é à base do existencialismo. De certa forma, Pascal é o precursor do existencialismo, visto que sua temática central é a existência humana. Pascal, em sua obra, trabalhou muito o jogo dos contrários. Este autor falou que era preciso ter um referencial (moral), pois a condição do homem é seu pensamento, que pode tirá-lo do estado de miséria. Há um dualismo de sentido (não de realidade nem de substância) duplo em todas as coisas, por isso há paradoxos – inclusive no homem.

 

Desta forma, Pascal denuncia a arrogância e a vaidade humanas. Diz que o homem é o ponto intermediário entre o tudo e o nada, mas existe uma estrutura maior que ele, o universo. Sendo assim, o homem não conhece a estrutura da natureza e, portanto, o mundo é aquilo que o ele quer ver. Alem do mais, as coisas do mundo possuem uma essência, mas o homem está no mundo. Para homem conhecer Deus, deve saber-se como um nada. Deus não é conhecido pela razão, pois a permanência do ‘eu’ se dá muito mais pela emoção do que pela racionalidade. Jesus é o mediador entre o finito e o infinito. Com seus argumentos, Blasé Pascal põe em cheque a razão e coloca a religião como consolo humano. A razão é mais fraca que o coração. Segundo Pascal a moral deriva de uma boa condução do pensamento.

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